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A arte distrai; o design atrai: O design assertivo.

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Design como arte?

Quando vamos a uma exposição de quadros ou a um concerto musical, estamos lidando diretamente com o conceito de “arte” em sua mais pura essência. Às vezes temos o hábito de nos referir a algo muito bonito ou bem desenhado como uma “obra de arte” ou uma “obra prima”. Remetendo ao conceito da criação de uma peça artística como algo a ser admirado.

O conceito de beleza, assim como a interpretação de uma obra artística como uma música ou uma pintura, é abstrato e pode gerar diferentes reações em diferentes tipos de pessoas, pois uma mesma “obra” pode gerar vários sentimentos e reações distintas dependendo de quem esteja interagindo com a mesma.

Por que devemos separar design de arte? Um designer não é um artista?!

Design como arte
Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci – Arte e matemática

Quando pensamos no termo “design” focamos no que é visual e pensamos de imediato em formas simétricas, proporções exatas, linhas bem desenhadas e etc. E sim, temos razões para pensar desta forma, existe matemática e simetria em obras de Leonardo da Vinci como Mona Lisa e Homem Vitruviano. (Proporção Áurea)

Então qual a diferença entre um designer e um artista?

A diferença é simples: Um designer não deve projetar algo interpretativo, algo que dê margem a vários entendimentos. Precisa ser assertivo em sua abordagem, reduzindo ao máximo a possibilidade de interpretações distintas. E ainda, em alguns casos, deve induzir o usuário a executar o caminho que deseja através da psicologia (Design Comportamental).

O design não pode oferecer interpretação dúbia.

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Design assertivo – Facilite o caminho de seu utilizador.

Don Norman, criador do conceito User-centered Design, já destacava a importância de focar o design no utilizador e não somente na estrutura. Tendo o utilizador como o centro da interação, podemos estudar suas ações e prover soluções baseadas no seu comportamento.

Trazendo isto para nossa realidade, uma destas soluções de interação muito utilizadas pelas maiores empresas de tecnologia, são os Testes A/B. Que se baseiam em fornecer mais de um modelo ou maneira de realizar uma determinada tarefa ou criar uma abordagem, através da comunicação visual e da interação. Onde fornecemos ao utilizador formas de interagir em diferentes interfaces e analisamos o êxito obtido em cada.

O resultado de todo esse conceito de abordagem através da comunicação visual e interação, se traduz no número de pessoas que optam por consumir determinado produto pela experiência que ele proporciona durante o percurso de utilização. É de extrema importância garantir que essa abordagem seja feita baseada no conhecimento profundo do produto e seus clientes em potencial.

O comportamento do próprio utilizador é quem dita o que funciona e o que não. Ou o que funciona para um grupo e não para outro, seguindo a tendência dos atuais algoritmos de geração de conteúdo das mídias sociais que são criados para indicar o que mais é “relevante” para o utilizador baseado nos seus gostos e preferências.

Muito conceito e estudo devem ser considerados durante o processo de criação quando o assunto é causar interesse.

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Wireframe é design, sim.

A arte de gerir uma abordagem assertiva e interagir com o utilizador da melhor maneira possível não pode se misturar com a arte da criação. O design de uma comunicação visual de uma interação não pode ser chamado de “arte” apenas pelo fato de como é interpretado pelo utilizador. De modo que as emoções e ações de seu utilizador sejam positivas e lhes permitam criar um vínculo, fazendo com que sintam necessidade de consumir aquele produto.

Esta abordagem visual baseada no utilizador tem sido utilizada pelas maiores empresas que lidam diretamente com a aceitação de um produto ou marca por um determinado grupo. Visando uma aceitação imediata através dos conceitos previamente inseridos no contexto aplicado por algoritmos altamente focados em direcionar conteúdo.

Contudo, tem crescido o número de profissionais de áreas distintas para integrar o processo de criação de projetos visuais de interação. Profissionais da área da psicologia e antropologia têm ganhado espaço nestes processos devido ao seu background no conhecimento comportamental.

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Organize sua mensagem de forma que o utilizador não precise fazer por você.

E, portanto, uma abordagem visual que visa resultados e não apenas uma mera apreciação, não deve ser vista apenas como “arte”.

Quando o assunto é causar interesse e prender a atenção do utilizador, muito conceito e estudo devem ser considerados durante o processo de criação e, no ambiente competitivo e estratégico onde os algoritmos definem os melhores conteúdos, o melhor design acaba por ser sempre aquele que apresenta os melhores resultados de desempenho prático!

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